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Antiemética

Fone 43 3325 5103

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

15.4 Antieméticos e Agentes Procinéticos

 

A ocorrência de episódio de vômito não requer obrigatória terapia antiemética, pois pode ser autolimitado e até resolutivo de alguma agressão externa. Recorre-se a antieméticos quando, além do desconforto, podem ocorrer complicações sistêmicas, como desidratação, alcalose hipoclorêmica e pneumonia aspirativa, dentre outras. Sempre que possível, a abordagem terapêutica deve ser direcionada ao fator causal, pois a correção do mesmo pode ser suficiente para a reversão do quadro, prescindindo-se dos antieméticos. Isso adquire importância quando se considera que esses agentes são apenas sintomáticos e sua toxicidade pode ser bastante acentuada331.

Metoclopramida alia sua ação antidopaminérgica central à estimulação da motilidade gastrintestinal, com aceleração do esvaziamento gástrico. Em altas doses, também tem atividade anti-serotoninérgica que contribui para seu efeito antiemético. Aumenta a pressão do esfíncter esofágico inferior, diminuindo regurgitação e aspiração do conteúdo gástrico. Há grande preocupação no controle de náusea e vômito induzidos por gastrenterite em crianças e adolescentes com metoclopramida. Em revisão Cochrane332 de três estudos, ondansetrona foi superior à metoclopramida na supressão do vômito em 24 horas e ambos os fármacos superaram o placebo. Houve considerável aumento na incidência de diarréia com ondansetrona e metoclopramida. Os autores consideraram insuficientes as evidências para atestar um real benefício. Como agente prócinético, metoclopramida foi comparada a domperidona em 93 pacientes diabéticos insulino-dependentes com sintomas de gastroparesia, havendo similar redução nos escores de diferentes sintomas (náusea, vômito, saciedade precoce e “indigestão/gases”). Contudo, efeitos adversos relacionados ao sistema nervoso central foram significativamente mais freqüentes no grupo metoclopramida333.

Ondansetrona é antagonista serotoninérgico com uso restrito para êmese induzida por fármaco citotóxico de alto potencial emetogênico. Uma premissa é que sua administração seja prévia ao início da náusea e do vômito. Mostra-se mais eficaz que metoclopramida. Estudo randomizado334 e duplo-cego comparou os efeitos de ondansetrona + dexametasona [esquema A] com metoclopramida + dexametasona + difenidramina [esquema B] previamente ao uso de cisplatina. Nas primeiras 24 horas, ausência completa de náuseas e vômitos foi observada em 69% dos pacientes que receberam o esquema A e em 50% dos tratados com o esquema B (P < 0,003). Revisão335 de sete estudos randomizados e controlados, comparando a eficácia de diferentes anti-serotoninérgicos no manejo de pacientes tratados com cisplatina, concluiu que os agentes testados apresentaram eficácia e taxa de efeitos adversos similares. Metanálise336 de 14 estudos randomizados e controlados concluiu que, em adultos, ondansetrona e granisetrona apresentam eficácia comparável em prevenir náusea e vômito induzidos por quimioterápicos. Assim, a escolha do fármaco deve levar em consideração, fundamentalmente, os custos do medicamento. Metanálise337 de 54 estudos randomizados e controlados comparou eficácia e segurança de ondansetrona, droperidol e metoclopramida na prevenção de náusea ou vômito pós-operatórios. Concluiu-se que ondansetrona e droperidol são mais eficazes que metoclopramida. Para crianças, ondansetrona é mais eficaz que droperidol, mas em adultos ambos são comparáveis. A incidência de efeitos adversos foi similar nos três grupos.

Quando ouvimos a palavra “alfazema”, logo lembramos do perfume tão popular há muito tempo. Mas poucas pessoas sabem que a alfazema é a mesma coisa que a lavanda! Esta planta medicinal  é um arbusto de flores azul-violeta lindíssimas, mede de 30 a 80 centímetros e possui um cheiro penetrante e bem aromático – principal característica da alfazema. É conhecida há tanto tempo que até os gregos e romanos a utilizavam em seus banhos, e também teve um importante papel (o principal, na verdade) na expansão e desenvolvimento da arte da perfumaria e cosmética na Europa; mais tarde, viria a ser usada durante a II Guerra Mundial, para limpar os ferimentos dos soldados.

Possuindo uma característica tão forte como o seu aroma, a alfazema acaba passando um pouco despercebida quando o assunto são os chás. O chá de alfazema é cheio de benefícios que merecem mais reconhecimento.