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Estômago, doenças 

Fone 43 3325 5103

DOENÇAS DO ESTÔMAGO

SINTOMAS MAIS COMUNS:

A)
O QUE É DISPEPSIA?
• Qualquer forma de desconforto abdominal relacionada ao trato digestivo superior pode ser considerada dispepsia. Portanto, este termo não é específico de nenhuma doença do sistema digestório.

• Sendo assim, aqui se enquadram sintomas como: náuseas, vômitos, sensação de plenitude gástrica, queimação no epigástrio (“boca do estômago”), etc...
Pode ser causada por muitas das doenças digestivas, ou, menos comumente, ser funcional (sem doença associada)


GASTRITE:

• Termo que descreve uma lesão inflamatória da mucosa (camada interna) do estômago. Pode ser comprovada apenas por exame anatomo-patológico (através de biópsia do estômago).

• A endoscopia digestiva alta pode mostrar mucosa do estômago com sinais de inflamação aguda (porém uma endoscopia normal, não descarta gastrite).

• As gastrites podem ser classificadas como aguda, crônica e formas especiais. As gastrites agudas são mais bem diagnosticadas pelo uso da endoscopia digestiva alta, naqueles pacientes que costumeiramente relatam dor epigástrica freqüente, sensação de plenitude gástrica e mal estar. Estão usualmente presentes em pacientes sob stress fisiológico, ou em uso freqüente de antiinflamatórios não hormonais, ou ainda em usuários de tabaco ou álcool.

• As gastrites crônicas , apesar de não apresentarem usualmente quadro clínico importante, são significativas no prognóstico dos pacientes por ela acometidos. Uma grande proporção está relacionada a uma bactéria (Helicobacter pylori). Causam atrofia da mucosa gástrica e, quando presentes no corpo gástrico, aumentam de 3 a 4 vezes a possibilidade de neoplasia gástrica.

• O tratamento da gastrite aguda é clínico, com uso de drogas que inibem a produção de ácido. O tratamento com antibióticos deve ser feito quando há presença do Helicobacter pylori. Além disso é importante que os pacientes se afastem dos fatores de risco acima expostos.

• A gastrite crônica deve ser acompanhada com endoscopias e biópsias seriadas, sem necessidade do uso de medicação (a não ser no combate ao fator bacteriano)


ÚLCERA PÉPTICA:

• È uma lesão mais profunda no estômago ou no duodeno (ultrapassando a camada muscular da mucosa) que se apresenta ao paciente na forma de dor epigástrica (dor tipo fome), tipicamente em queimação, podendo ser acompanhada de náuseas e vômitos. Alguns pacientes chegam a acordar à noite com dor epigástrica. Também é comum a história de que a dor alivia quando o paciente se alimenta.

• A úlcera péptica é atualmente mais comum no duodeno e no sexo masculino.

• Os fatores predisponentes são: genéticos, psicossomáticos (difíceis de serem avaliados), uso do tabaco, fatores dietéticos (refrigerantes, álcool, café, leite, álcool e condimentos). O uso de medicamentos como antiinflamatórios não esteróides, e corticóides aumentam a chance do indivíduo vir a desenvolver úlcera péptica.

• Existe comumente uma associação de úlcera gástrica e gastrite crônica.

• Apesar de fisiologicamente a úlcera duodenal ser diferente da úlcera gástrica, o diagnóstico e o tratamento são semelhantes.

• As úlceras não tratadas convenientemente podem complicar de 3 formas: hemorragia, estenose (estreitamento do piloro) ou perfuração para cavidade peritoneal.

• O diagnóstico é feito usualmente com endoscopia digestiva alta e biópsia da mucosa gástrica na região da úlcera.

• O tratamento, em princípio é clínico, com uso de drogas poderosas que inibem a secreção ácida produzida no estômago. No caso de não resposta do paciente ao tratamento clínico, atualmente existe a possibilidade do tratamento cirúrgico laparoscópico para correção das úlceras (vagotomia).
 

CÂNCER GÁSTRICO


• O câncer de estômago é uma doença que tem sofrido um decréscimo de sua incidência em todo mundo. Ocorre mais comumente entre 50 e 70 anos. Relaciona-se à fatores genéticos, ambientais (uso de alimentos carcinogênicos) e fatores dietéticos (alimentos em conserva, alimentos muito quentes, etc...).

• Algumas condições que podem levar ao câncer gástrico são: adenomas gástricos (tumores benignos do estômago), gastrite crônica, anemia perniciosa, pós-gastrectomia e infecção por H. Pylori (esta última, merecendo estudos adicionais).

• O tipo histológico mais comum é o adenocarcinoma (95% das vezes), que acomete a mucosa do estômago (em qualquer posição deste órgão).

• As queixas do carcinoma incipiente podem nem existir ou serem de caráter dispéptico. Em casos avançados da doença, sintomas e sinais como emagrecimento, fraqueza importante e anemia podem ser evidentes.

• O diagnóstico é estabelecido com a biópsia da lesão feita por endoscopia digestiva alta. Exames como raios X de tórax, seriografia do trato gastrointestinal alto, tomografia computadorizada e ecografia abdominal podem auxiliar no estadiamento da lesão (conhecimento do nível de acometimento do paciente)

• O tratamento vai depender justamente da agressividade e do estadiamento da neoplasia. Os pacientes com chance de cura serão submetidos a cirurgias de ressecção do órgão, que pode variar de gastrectomia subtotal (parte do estômago é retirado) até gastrectomia total (ressecção de todo estômago). A quimioterapia é um tratamento adjuvante (auxilia o tratamento cirúrgico). A radioterapia pode ser usada com finalidade de redução da massa tumoral.
O QUE É O HELICOBACTER PYLORI?

• É um tipo de bactéria gram-negativa que habita a região do trato digestivo alto. Usualmente está presente na superfície das células epiteliais gástricas ou em áreas onde haja epitélio metaplásico (em transformação) – esôfago de Barret, metaplasia intestinal, no duodeno, gastrite crônica atrófica – onde exercerá sua ação patogênica.

• Causa efeitos tóxicos sobre as células (diminuindo a integridade da barreira de proteção mucosa do estômago) e interfere com o equilíbrio fisiológico das secreções de ácido e gastrina.

• É uma bactéria descoberta há pouco mais de 20 anos, depois da cárie dentária é a infecção mais comum do ser humano.

• Existe em aproximadamente 50% dos indivíduos submetidos à endoscopia digestiva alta, 75% dos portadores de úlcera gástrica, 80% dos portadores de gastrite antral e 98% dos portadores de úlcera duodenal.

• O tratamento consiste no uso de antibióticos além do tratamento da doença gástrica. O uso de terapia medicamentosa em pessoas assintomáticas que pertençam à população de risco para câncer gástrico, é ainda controversa.

Exclui: espasmo do cárdia (K22.0)

K22.5 Divertículo do esôfago adquirido
Bolsa esofágica, adquirida

Exclui: divertículo (congênito) do esôfago (Q39.6)

K22.6 Síndrome da laceração hemorrágica gastroesofágica
Síndrome de Mallory-Weiss

K22.8 Outras doenças especificadas do esôfago
Hemorragia do esôfago SOE

K22.9 Doença do esôfago, sem outra especificação

K23* Transtornos do esôfago em doenças classificadas em outra parte

K23.0* Esofagite tuberculosa (A18.8†)

K23.1* Megaesôfago na doença de Chagas (B57.3†)

K23.8* Transtornos do esôfago em outras doenças classificadas em outra parte

K25 Úlcera gástrica

Inclui: erosão (aguda) do estômago
úlcera (péptica) (do):
· estômago
· piloro

Usar código adicional de causa externa (Capítulo XX), se necessário, para identificar o medicamento caso tenha sido causada por medicamentos.

Exclui: gastrite aguda erosiva hemorrágica (K29.0)
          úlcera péptica SOE (K27.-)

K25.0 Úlcera gástrica - aguda com hemorragia

K25.1 Úlcera gástrica - aguda com perfuração

K25.2 Úlcera gástrica - aguda com hemorragia e perfuração

K25.3 Úlcera gástrica - aguda sem hemorragia ou perfuração

K25.4 Úlcera gástrica - crônica ou não especificada com hemorragia

K25.5 Úlcera gástrica - crônica ou não especificada com perfuração

K25.6 Úlcera gástrica - crônica ou não especificada com hemorragia e perfuração

K25.7 Úlcera gástrica - crônica sem hemorragia ou perfuração

K25.9 Úlcera gástrica - não especificada como aguda ou crônica, sem hemorragia ou perfuração

K26 Úlcera duodenal

Inclui: erosão (aguda) do duodeno
úlcera (péptica)
· duodenal
· pós-pilórica

Usar código adicional de causa externa (Capítulo XX), se necessário, para identificar o medicamento, caso tenha sido causada por medicamentos.

Exclui: úlcera péptica SOE (K27.-)

K26.0 Úlcera duodenal - aguda com hemorragia

K26.1 Úlcera duodenal - aguda com perfuração

K26.2 Úlcera duodenal - aguda com hemorragia e perfuração

K26.3 Úlcera duodenal - aguda sem hemorragia ou perfuração

K26.4 Úlcera duodenal - crônica ou não especificada com hemorragia

K26.5 Úlcera duodenal - crônica ou não especificada com perfuração

K26.6 Úlcera duodenal - crônica ou não especificada com hemorragia e perfuração

K26.7 Úlcera duodenal - crônica sem hemorragia ou perfuração

K26.9 Úlcera duodenal - não especificada como aguda ou crônica, sem hemorragia ou perfuração

K27 Úlcera péptica de localização não especificada

Inclui: úlcera:
· gastroduodenal SOE
· péptica SOE
Exclui: úlcera péptica do recém-nascido (P78.8)

K27.0 Úlcera péptica de localização não especificada - aguda com hemorragia

K27.1 Úlcera péptica de localização não especificada - aguda com perfuração

K27.2 Úlcera péptica de localização não especificada - aguda com hemorragia e perfuração

K27.3 Úlcera péptica de localização não especificada - aguda sem hemorragia ou perfuração

K27.4 Úlcera péptica de localização não especificada - crônica ou não especificada com hemorragia

K27.5 Úlcera péptica de localização não especificada - crônica ou não especificada com perfuração

K27.6 Úlcera péptica de localização não especificada - crônica ou não especificada com hemorragia e perfuração

K27.7 Úlcera péptica de localização não especificada - crônica sem hemorragia ou perfuração

K27.9 Úlcera péptica de localização não especificada - não especificada como aguda ou crônica, sem hemorragia ou perfuração

K28 Úlcera gastrojejunal

Inclui: úlcera (péptica) ou erosão:
· anastomótica
· estomal
· gastrocólica
· gastrointestinal
· gastrojejunal
· jejunal
· marginal
Exclui: úlcera primária do intestino delgado (K63.3)

K28.0 Úlcera gastrojejunal - aguda com hemorragia

K28.1 Úlcera gastrojejunal - aguda com perfuração

K28.2 Úlcera gastrojejunal - aguda com hemorragia e perfuração

K28.3 Úlcera gastrojejunal - aguda sem hemorragia ou perfuração

K28.4 Úlcera gastrojejunal - crônica ou não especificada com hemorragia

K28.5 Úlcera gastrojejunal - crônica ou não especificada com perfuração

K28.6 Úlcera gastrojejunal - crônica ou não especificada com hemorragia e perfuração

K28.7 Úlcera gastrojejunal - crônica sem hemorragia ou perfuração

K28.9 Úlcera gastrojejunal - não especificada como aguda ou crônica, sem hemorragia ou perfuração

K29 Gastrite e duodenite

Exclui: gastrite ou gastroenterite eosinofilica (K52.8)
síndrome de Zollinger-Ellison (E16.8)

K29.0 Gastrite hemorrágica aguda
Gastrite aguda (erosiva) com hemorragia

Exclui: erosão (aguda) do estômago (K25.-)

K29.1 Outras gastrites agudas

K29.2 Gastrite alcoólica

K29.3 Gastrite superficial crônica

K29.4 Gastrite atrófica crônica
Atrofia gástrica

K29.5 Gastrite crônica, sem outra especificação
Gastrite crônica:
· antral
· do fundo

K29.6 Outras gastrites
Doença de Ménétrier
Gastrite:
· granulomatosa
· hipertrófica gigante

K29.7 Gastrite não especificada

K29.8 Duodenite

K29.9 Gastroduodenite, sem outra especificação

K30 Dispepsia

Indigestão

Exclui: dispepsia:
· nervosa (F45.3)
· neurótica (F45.3)
· psicogênica (F45.3)
pirose (R12)

K30 Dispepsia

K31 Outras doenças do estômago e do duodeno

Inclui: transtorno funcional do estômago
Exclui: divertículos do duodeno (K57.0-K57.1)
hemorragia gastrointestinal (K92.0-K92.2)

K31.0 Dilatação aguda do estômago
Distensão aguda do estômago

K31.1 Estenose pilórica hipertrófica do adulto
Estenode pilórica SOE

Exclui: estenose pilórica congênita ou infantil (Q40.0)

K31.2 Estenose e estreitamento em ampulheta do estômago

Exclui: estômago em ampulheta congênito (Q40.2)
contração em ampulheta do estômago (K31.8)

K31.3 Espasmo do piloro não classificado em outra parte

Exclui: espasmo do piloro:
· congênito ou infantil (Q40.0)
· neurótico (F45.3)
· psicogênico (F45.3)

K31.4 Divertículo gástrico

Exclui: divertículo congênito do estômago (Q40.2)

K31.5 Obstrução do duodeno

Constricção
Estenose
Estreitamento

Descrição: http://www.psiquiatriageral.com.br/cid/imagens/isto.gif

do duodeno

Íleo duodenal (crônico)

Exclui: estenose congênita do duodeno (Q41.0)

K31.6 Fístula do estômago e do duodeno
Fístula:
· gastrocólica
· gastrojejunocólica

K31.8 Outras doenças especificadas do estômago e do duodeno
Acloridria
Contração em ampulheta do estômago
Gastroptose

K31.9 Doenças do estômago e do duodeno, sem outra especificação