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Nervoso central, sistema 

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Sistema nervoso: Sistemas nervoso central e periférico

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Cristina Faganelli Braun Seixas
(Material atualizado em 11/11/2013, às 17h58)

13h41

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O nosso sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central, constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal e pelo sistema nervoso periférico (nervos cranianos e raquidianos). O encéfalo é formado pelo cérebro, cerebelo, bulbo, elementos importantes na constituição nervosa do nosso organismo.

O sistema nervoso central comanda várias funções em nosso corpo, sendo primordial para o seu bom funcionamento. O cérebro é responsável pela percepção dos diferentes estímulos externos através dos sentidos, da inteligência e da memória.

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Conheça alguns mitos e verdades sobre o cérebro22 fotos

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O cérebro precisa descansar, por isso não é recomendável estudar pouco antes de uma prova. VERDADE: dar esse intervalo, aliás, é fundamental para quem busca atividade intelectual de excelência. No caso de provas, vale cumprir as metas de estudo a tempo suficiente para descansar, sem culpa, no dia anterior e no próprio dia do exame. Com isso, esclarece o neurologista Leandro Teles, o cérebro fica apto a exercer toda sua capacidade estratégica e de evocação necessária na resolução das questões. "Estudar em cima da hora traz ansiedade, cansaço e baixa de rendimento na hora H". Para a neurocientista Alessandra Gorgulho, uma noite bem dormida prepara a cabeça para tarefas complexas. Estudos da Universidade da Califórnia em San Diego, publicados nas revistas "Neuroreport", "Nature" e "Journal of Sleep Research" mostraram que quando o cérebro está privado do sono, ou simplesmente cansado, sua habilidade de integrar fica diminuída. "Não é recomendável usar a reserva antes, mas sim começar a prova contando com sua completa capacidade para acionar todo o conhecimento adquirido. No dia mesmo, o melhor é confiar no que já se sabe" Leia mais Ricardo Lima/UOL

Cerebelo e bulbo

O cerebelo é responsável pelo equilíbrio (por isso, quando uma pessoa bebe demais não consegue andar em linha reta, pois o excesso de álcool interfere nas ligações entre as células nervosas desse órgão). E o bulbo tem uma região denominada nó vital que responde pelos movimentos respiratórios, os batimentos cardíacos, o sistema digestório e o sistema excretor.

Uma pancada nesta região pode ocasionar o desmaio, pois interrompem-se momentaneamente as nossas funções vitais. Se for muito forte, o golpe pode levar a pessoa à morte por parada cárdio-respiratória.

Quando um grupo de pessoas é exposto a uma situação de perigo, como em um assalto, por exemplo, as reações são as mais diversas. Portanto, se o sistema nervoso é responsável pela percepção do que ocorre no meio ambiente, por que nossa reação nem sempre é previsível?

Sistema nervoso autônomo

Em uma situação desta também ocorre a atuação do sistema nervoso autônomo, que independe de nossa vontade. Este é subdividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. O simpático é responsável por ficarmos em estado de alerta diante do perigo.

Ele gera as reações mais variadas do organismo, entre as quais, podem-se citar: o estímulo à secreção de adrenalina e noradrenalina, a aceleração do coração, o relaxamento da bexiga urinária, a estimulação e a liberação de glicose pelo fígado, a inibição do estômago, do pâncreas e da salivação, o relaxamento dos brônquios e a dilatação das pupilas.

Reações ao perigo

Tudo isto nos dá condições de reagir: dá energia para sair correndo, por exemplo, pois a glicose está sendo liberada, ao mesmo tempo em que atividades como a digestão param, a fim de evitar o gasto de energia de forma desnecessária àquela situação. A reação ao perigo nem sempre é algo desagradável, como se comprova quando estamos em um brinquedo "perigoso", como uma montanha russa, num parque de diversões.

De volta ao normal

Passada a situação de tensão, o organismo precisa voltar ao normal e aí se inicia o trabalho do sistema nervoso parassimpático, que desacelera as batidas do coração para este voltar ao seu ritmo normal. Ele também estimula a vesícula biliar, o pâncreas, a salivação, faz se contraírem os brônquios e as pupilas. Por quê? Como se liberou glicose no organismo anteriormente, o pâncreas tem a função de produzir insulina a fim de controlar o excesso de açúcar.

As pupilas e os brônquios se contraem, pois não é necessário a entrada excessiva de luz para se "enxergar melhor", afinal a tensão já passou. Quanto aos brônquios, não é mais necessário que se tenha grande quantidade de oxigênio para uma possível reação. Em relação a vesícula biliar, vale dizer que, na situação de risco, a digestão parou. Com a volta ao normal, a bile (líquido esverdeado liberado pela vesícula) tem de ajudar no processo digestivo dissolvendo gorduras.